domingo, 20 de março de 2016

Proposta #1 : Memória Descritiva / Análise Crítica

Memória Descritiva


Para a criação das composições que compõem o design da capa do álbum e do CD, decidimos basear-nos nas últimas palavras que foram utilizadas aquando da nossa análise da música escolhida (“(...)o facto de existir uma constante não implique que não hajam outras variáveis.”)


Sendo assim, para a capa optámos por um design mais geométrico com linhas que atravessam um plano de fundo (formado pela mistura das tintas utilizadas), que por sua vez também se sobrepõe às linhas em alguns momentos, dando a ideia do que foi referido anteriormente, a co-existência de uma constante e as suas varáveis adjacentes. Foi algo algo mais planeado e técnico em relação à composição do CD.


Para tal, iniciámos por cobrir um pedaço de papel com tiras de fita-cola, de forma organizada e equilibrada, compondo assim a nossa tela inicial. Posteriormente, procedemos ao o uso das tintas (branco, castanho claro, castanho escuro e preto), que misturámos por cima da tela com movimentos circulares, para dar a ideia de movimento e de regularidade. Decidimos, também, atirar tinta com os pincéis, como que sendo os salpicos as variáveis que vão surgindo, correspondendo às partes mais vivas e intensas da nossa música.


Por outro lado, para o design do CD, optámos por algo menos organizado, mais sentido, encontrando-se a constante no meio e as variáveis à sua volta, sendo este contraste inspirado na passagem de uma parte mais calma e taciturna para uma mais alegre, repleta de movimento e sensações, sugerido pela música.


Tentámos explorar mais uma vez a nossa veia artística e plástica nesta composição, utilizando as mesmas cores, deixando-nos levar pelo pincel, pela nossa inspiração. Não foi tão técnica como a capa, sendo que demos mais uso à linha, tendo dado a ilusão de movimento através desta, com movimentos mais ondulados e sobrepondo as cores. Uma característica desta composição é a espontaneidade, dada a evidência de que não houve qualquer tipo de planeamento aquando o momento da criação. Fomos levados pela impulsividade e liberdade de expressão.


 As cores utilizadas forma escolhidas com base nas cores que são percetíveis na visualização do video da música e que correspondem à mensagem que a esta pretende transmitir, sendo estas representantes da estabilidade, neutralidade, tranquilidade e serenidade, às quais a técnica de pintura dá vida. Na fase de edição aumentámos também o contraste das cores, contribuindo para o último ponto referido anteriormente. É de referir que esta edição alterou um pouco as cores iniciais.

        


Análise Crítica


Tendo em conta a nossa reduzida aptidão para as artes plásticas, acreditamos que o que tínhamos como objetivo não foi 100% alcançado, embora estejamos satisfeitos com o resultado final.


Quanto à primeira composição, fita utilizada talvez devesse ter sido outra, algo com mais aderência, assim como a tela não era mais própria para o trabalho em mãos, denegrindo a rigorosidade geométrica das linhas.


Quanto à segunda, talvez o triângulo que quisemos formar devesse ter sido menor, para que pudesse ser dado lugar a uma maior predominância de cores e contrastes entre estas, dado que estes representam também as variáveis, os momentos de quebra da regularidade e da mecânica inicial da música.


Contudo, o resultado a que chegámos aparenta ser satisfatório, dado que está presente e notória a geometria equilibrada que pretendíamos adquirir (na capa do álbum), bem como a presença da constante que a música transmite inicialmente, com a presença do vazio rodeado pelas cores, que vai sendo invadido pelo movimento destas (no CD).

Proposta #1 : Resultado Final



Capa do CD





CD

Proposta #1 : Desenvolvimento



CD













Capa do CD












Resultado :






sexta-feira, 18 de março de 2016

Proposta #1: Em busca de Inspiração


Inspiração #1







Resultado final :







Inspiração #2







Inspiração #3





Inspiração #4







Inspiração #5








Inspiração #6






Inspiração #7






quarta-feira, 16 de março de 2016

#Movimento - Elementos Básicos da Comunicação Visual


O elemento visual do movimento encontra-se mais frequentemente implícito do que explícito no modo visual. Contudo, o movimento talvez seja uma das forças visuais mais dominantes da experiência humana.



#Textura - Elementos Básicos da Comunicação Visual


A textura é o elemento visual que com frequência serve de substituto para as qualidades de outro sentido: o tato. Na verdade, porém, podemos apreciar e reconhecer a textura tanto através do tato quanto da visão, ou ainda mediante uma conjugação de ambos.
Onde há uma textura real, as qualidades táteis e óticas coexistem, não como tom e cor, que são unificados em um valor comparável e uniforme, mas de uma forma única e específica, que permite à mão e ao olho uma sensação individual, ainda que projetemos sobre ambos um forte significado associativo. O aspecto da lixa e a sensação por ela provocada têm o mesmo significado intelectual, mas não o mesmo valor.






#Dimensão - Elementos Básicos da Comunicação Visual


A representação da dimensão em formatos visuais bidimensionais também depende da ilusão. A dimensão existe no mundo real. A ilusão pode ser reforçada de muitas maneiras, mas o principal artifício para simulá-la é a convenção técnica da perspectiva. Os efeitos produzidos pela perspectiva podem ser intensificados pela manipulação tonal, através do claro-escuro, a dramática enfatização de luz e sombra.



#Escala - Elementos Básicos da Comunicação Visual


Todos os elementos visuais são capazes de se modificar e de se definir uns aos outros. O processo constitui, em si, o elemento daquilo que chamamos de escala. A escala pode ser estabelecida não só através do tamanho relativo das pistas visuais, como também através das relações com o campo ou com o ambiente. Em termos de escala, os resultados visuais são fluídos e não absolutos.




#Cor - Elementos Básicos da Comunicação Visual

A cor é um elemento de comunicação visual de grande relevância pois está recheada de informação, o que permite uma impressionante experiência visual.

Cada uma das cores possui significados associativos e simbólicos, permitindo a existência de um vasto leque de significados para o “alfabetismo visual”.

A cor tem três dimensões que podem ser definidas e medidas.

Matiz ou croma, é a cor em si, e existe em número superior a cem. Existem três matizes primários ou elementares: amarelo, vermelho e azul. Cada um representa qualidades fundamentais. 




A segunda dimensão da cor é a saturação, que é a pureza relativa de uma cor. A cor saturada é simples, quase uma característica primitiva e compõe-se dos matizes primários e secundários. As cores menos saturadas levam a uma neutralidade cromática, e até mesmo à ausência de cor, sendo subtis e repousantes. Quanto mais intensa ou saturada for a coloração de um objeto ou acontecimento visual, mais carregado estará de expressão e emoção.



A terceira dimensão da cor é a cromática. É o brilho relativo, do claro ao escuro, das gradações tonais ou de valor.





A compreensão da cor é o mais emocional dos elementos específicos do processo visual, pois possui grande força e pode ser usada para expressar e intensificar a informação visual. 

#Tom - Elementos Básicos da Comunicação Visual

As margens com que se usa a linha para representar um esboço rápido ou um minucioso projeto mecânico aparecem, na maior parte dos casos, em forma de justaposição de tons, ou seja, de intensidade da obscuridade ou claridade de qualquer coisa vista.

O mundo em que vivemos é dimensional, e o tom é um dos melhores instrumentos de que dispõe o visualizador para indicar e expressar essa dimensão.

Graças às variações de luz ou de tom é possível distinguir a complexidade da informação visual que nos é transmitida todos os dias. Assim, só nos é possível ver o que é escuro porque está próximo ao que é claro, da mesma forma que só vemos algo que é claro quando existe perto de algo que é escuro.




#Direção - Elementos Básicos da Comunicação Visual


Todas as formas básicas expressam três direções visuais básicas e significativas: o quadrado, a horizontal e a vertical (equilíbrio); o triângulo, a diagonal (é dinâmica); o círculo, a curva (abrangência, à repetição e à calidez.). 
Todas as forças direcionais são de grande importância para a intenção compositiva voltada para um efeito e um significado definidos.





#Forma - Elementos Básicos da Comunicação Visual


A linha descreve uma forma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a complexidade da forma. Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero.


Ao quadrado associa-se enfado, honestidade, retidão e esmero; ao triângulo, ação, conflito, tensão; ao círculo, infinitude, calidez, proteção. A partir de combinações e variações infinitas destas três formas básicas, derivamos todas as formas físicas da natureza e da imaginação humana.




#Linha - Elementos Básicos da Comunicação Visual


Quando os pontos estão tão próximos entre si que se torna impossível identificá-los individualmente, aumenta a sensação de direção, e a cadeia de pontos transforma-se  noutro elemento visual distinto: a linha. A linha pode adotar diversas formas e expressões.

Nas artes visuais, a linha tem, por sua própria natureza, uma enorme energia. Nunca é estática; é o elemento visual inquieto. É o meio de apresentar, em forma palpável, aquilo que ainda não existe, a não ser na imaginação.
A linha é também um instrumento nos sistemas de notação, como, por exemplo, a escrita. 



#Ponto - Elementos Básicos da Comunicação Visual


 O ponto é a unidade de comunicação visual mais simples e irredutivelmente mínima. Qualquer ponto tem um grande poder de atração visual sobre o olho, exista ele naturalmente ou tenha sido colocado pelo homem em resposta a um qualquer objetivo.


Quando vistos, os pontos ligam-se, tornando-se capazes de nos dirigir o olhar. Quando em grande número e o mais justapostos possível, criam a ilusão de cor.





Elementos básicos de comunicação visual


O design está presente em tudo o que vemos, pois em tudo existem mensagens a serem transmitidas, símbolos e significados. Contudo, é possível descodificarmos essas mensagens, essencialmente construídas assentes em elementos de comunicação visual. Estes elementos são o material mais básico do que vemos. Por poucos que sejam, são a matéria-prima de toda informação visual em termos de opções e combinações selectivas.


Todos os elementos básicos de comunicação, o ponto, a linha, a forma, a direcção, o tom, a cor, a textura, a escala, a dimensão e o movimento são os componentes essenciais dos meios visuais. Através deles procuramos desenvolver o pensamento e a comunicação visual pois permitem, de uma forma directa e simples, transmitir mensagens que podem ser consumidas por qualquer pessoa que tenha a capacidade de ver.

Adaptado de DONDIS, Donis A. A sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991

Coldplay Album Covers

A música que escolhemos, "Gravity", pertence à banda inglesa Colplay, que é conhecida por utilizar os elementos básicos da comunicação visual nas capas dos seus CD's.

Aqui ficam alguns exemplos de capas dos albuns da banda que, de alguma forma, nos servirão de inspiração:

A Head Full of Dreams


Parachutes

X & Y

Coldplay Live 2003

A Rush of Blood to the Head


Rockabye Baby! : Lullaby Renditions of Coldplay