Ao longo do
video é construido uma narrativa, uma história que nos é contada através de uma
coreografia de dança contemporânea, algo reforçado pelos elementos visuais que
dão forma a duas silhuetas, um homem e uma mulher, os dançarinos.
A melodia que
os acompanha reverte-se de um cariz melancólico que é introduzido pelos acordes
monocórdicos e mecâncicos iniciais de piano, apresentando estes uma certa regularidade,
o que acaba por ir de encontro com o título da música apresentada
anteriormente, “Gravity” (gravidade), algo que é uma constante na nossa vida.
A tristeza que
a música transmite inicialmente é denotada também pela voz do cantor, que canta
exatamente dessa forma, com um certo cansaço, talvez pela ocorrência de algo de
forma rotinada, a qual este não consegue evitar (“The way gravity pulls on you
and me(...)the way gravity pulls on everyone”).
No entanto,
momentos mais tarde surge também a guitarra, quebrando um pouco o ritmo
mecanizado e sugerindo a possibilidade de alguma mudança, de uma saída do
ciclo.
E, efetivamente,
isto verifica-se no fim do segundo refrão, em que já são percetiveis muitos
mais instrumentos e quase que a melancolia abandona o estado de espirito da voz
e da melodia, dando lugar a uma certa alegria, talvez porque o facto de existir
uma constante não implique que não hajam outras variáveis.
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